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De onde vem a beterraba do RU?

Os restaurantes da UFOP servem cerca de cinco mil refeições todo dia, de segunda a sexta feira. São toneladas e mais toneladas de batata, cebola, tomate, beterraba, arroz, feijão e muito mais. De onde vêm esses gêneros? Onde a UFOP compra todos esses produtos?

Parte é comprada no Ceasa e parte é comprada aqui mesmo, de produtores locais. Esta é a grande novidade. Uma lei federal obriga a usar recursos do FNDE adquirindo gêneros alimentícios na própria região onde são consumidos, de produtores do programa de Agricultura Familiar (lei 11.947/2009). Apesar da lei ser de 2009, a UFOP é uma das primeiras a colocá-la em prática.

Paralelo a essas compras, a UFOP desenvolve ações de Extensão ligadas à Agricultura Familiar. Atualmente, há um Programa com 4 projetos vinculados e 1 projeto isolado: Acompanhamento da compra institucional da Agricultura Familiar na UFOP; Circula Agricultura; Estruturação financeira da Associação dos Agricultores Familiares de Piedade e Região; A Agricultura Familiar e as inter-relações das esferas determinantes do desenvolvimento local: os casos do Assentamento Cafundão e Santa Rita de Ouro Preto; e A agroecologia como método de produzir subsistência no distrito de Santa Rita de Ouro Preto: ampliação e fornecimento de gêneros alimentícios pelo agricultor familiar de Ouro Preto ao Restaurante Universitário da UFOP.

A compra na própria região tem imenso alcance social, na medida em que ajuda na fixação do homem no campo e lhe garante renda para o sustento.

Com o objetivo de ampliar esse trabalho, a Pró-Reitoria de Extensão da UFOP realizou reunião no dia 30 de outubro. Foram convidados o Restaurante da UFOP, o setor de suprimentos, a Escola de Nutrição e os coordenadores dos projetos. Externos à UFOP, foram convidados a Emater, o IFMG, a Associação dos Produtores Familiares de Piedade de Santa Rita e as secretarias de Agropecuária de Ouro Preto e de Desenvolvimento Rural de Mariana.

Ao final da reunião, todas concordaram com a importância desse trabalho e da possibilidade de ampliá-lo. Alguns desafios e gargalos foram identificados: é necessária uma articulação maior entre o cardápio do RU e a produção da associação; há dificuldades sérias na logística de entrega, principalmente no tocante à má qualidade das estradas; como enfrentar os períodos de greve na UFOP, com a produção contratada e o consumo menor?

Para dar sequência à conversa, foi criado um Grupo de Trabalho para estudar a possibilidade de ampliar a relação dos produtores com a UFOP e com o IFMG.

Haverá outra reunião em 8 de novembro, quarta feira, às 15h, na Pró-Reitoria de Extensão da UFOP.

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